Festividade de Santo Antônio de Lisboa: Devoção que invade as ruas portuguesas e brasileiras

Olá viajante!

Esse mês falaremos sobre as festas religiosas populares que surgiram em Portugal e foram herdadas pelo Brasil. Algumas tomam a mesma adoração, outras se reinventaram de acordo com o local da celebração, mas todas têm uma fé em comum e hoje falaremos sobre a maior festa popular de Lisboa e uma das maiores do país que celebra-se em honra de Santo Antônio.

Ele nasceu na capital portuguesa em finais do século XII e pertenceu à Ordem dos Cónegos Regulares da Santa Cruz, no Convento de São Vicente de Fora, indo posteriormente para Coimbra para aprofundar os seus estudos religiosos através da leitura da bíblia e da literatura patrística, científica e clássica. Tornou-se franciscano em 1220 e viajou muito pela França e Itália, onde encerrou sua carreira e segundo algumas fontes, morreu em solo italiano por volta dos 39 anos de idade.

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A sua fama de santidade o levou a ser canonizado pela Igreja Católica pouco depois de falecer, distinguindo-se como teólogo, místico e ainda como ilustre orador e grande taumaturgo. Santo Antônio é o padroeiro da cidade de Lisboa, e também o padroeiro secundário de Portugal (bem como, padroeiro da cidade italiana de Pádua).

Entre as festas em homenagem a Santo Antônio, a mais tradicional, com mais de oito décadas de história, são as marchas populares de Lisboa, tradição desta época festiva que reúnem-se em vários bairros da cidade num cortejo. Como já é costume, estas marchas realizam-se no dia 12 de junho na bonita Avenida de Liberdade e contam com centenas de participantes, vindos de todo o mundo.

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Outra tradição desta festa são os famosos casamentos de Santo Antônio que também se realizam neste dia, em uma tradicional cerimônia de casamento múltiplo no qual chegam a se casar de 200 a 300 casais ao mesmo tempo. Este costume começou nos anos do salazarismo, e desapareceu com a Revolução de 1974. Voltou a reaparecer alguns anos atrás, promovida por uma rede de televisão.

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Mas esta festa popular não se resume às marchas populares e aos casamentos de Santo Antônio. As pessoas aproveitam esta altura para embelezar as suas casas e os seus bairros com manjericos e o cheiro da sardinha assada  no ar.

A sua veneração foi levada de Portugal para o Brasil, onde se enraizou rapidamente e conquistou o coração do povo. A familiaridade que o santo inspirava, fez com que ele fosse cobiçado como uma espécie de “propriedade privada” aos olhos de cada fiel, em cada casa continha em seu oratório uma imagem. Na devoção dos fiéis, cada um quer ter só para si o seu Santo Antônio.

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A mesma identificação com o santo, criou práticas excêntricas no culto popular. Se um pedido não era atendido, a imagem do santo podia ser submetida a castigos. Deitavam a imagem de barriga para o chão, amarravam uma pedra em cima e a escondiam em um poço escuro. Acreditava-se que o castigo acelerava a concessão da graça.

Até a próxima!

Fontes: 
salbelem.org
visitportugal

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